quinta-feira, 28 de maio de 2009

Palmeiras só empata no 1o clássico paulista no Brasileirão

O Palmeiras foi a campo com uma formação cautelosa. Jumar e Mozart formaram a dupla de volantes, enquanto que no ataque Keirrison teria (em tese) a companhia de Diego Souza. Mesmo num esquema que privilegiava o meio-campo, o Palmeiras começou dando muitos espaços para o São Paulo, que só não abriu o placar antes dos 15 minutos graças a duas defesas incríveis de Marcos. Na melhor oportunidade, aos 12, o goleiro Palmeirense fechou o ângulo de Dagoberto e com o braço esquerdo evitou que o placar fosse aberto. O time de Vanderlei Luxemburgo só se achou a partir dos 30 minutos. Aos 31 Cleiton Xavier iniciou a jogada e tocou para Wendel cruzar; Keirrison finalizou de primeira mas Dênis fez ótima defesa. Parecia que o Verdão iria se impor, mas a superioridade foi momentânea. Aos 37 Jorge Wagner cobrou falta da lateral, a bola rebateu na zaga e sobrou para Washington chutar a queima roupa de Marcos, que fez outro milagre. Nos minutos finais a partida ficou tensa, com ambas equipes abusando das faltas e reclamando muito da arbitragem, que conseguiu desagradar os dois lados. Ao final do primeiro tempo, o único placar que girou foi o de defesas difíceis: Marcos 3 x 1 Denis.

Na etapa final, com Lenny e Souza nas vagas de Danilo e Mozart, respectivamente, o Verdão voltou melhor e esboçou uma pressão. Logo aos oito minutos aconteceu o lance que viria a decidir o jogo; Diego fez grande jogada individual e foi derrubado por Miranda na área: pênalti claro, mas estranhamente só o juiz não viu. Mesmo nervoso, o Palmeiras insistia em abrir o placar rapidamente. Aos 12 Cleiton Xavier arriscou uma bomba que passou perto. Percebendo a superioridade alviverde, o time visitante passou a fazer cera, simulando contusões. A tática deu certo, pois o time de Vanderlei Luxemburgo diminuiu o ritmo e passou a ter dificuldades para furar a retranca adversária. O goleiro Marcos era mero espectador da partida. Aos 31 minutos a situação do Verdão ficou complicada com a expulsão de Maurício Ramos. Com um homem a menos, a partida ficou truncada e só voltou a ter emoção nos minutos finais. Aos 47 Washinton fintou dois zagueiros e finalizou; Marcos fez milagre. No lance seguinte Richarlyson comemteu falta dura em Ortigoza e também foi expulso. Mas já era tarde.

Agora o Verdão dá um tempo no Brasileirão pois quinta-feira (28/05) tem jogo pela Libertadores, válido pelas quartas de final. O adversário será o Nacional do Uruguai, às 22h no Palestra Itália.

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